Escolher redes sociais é decidir, de forma deliberada, em que plataformas concentrar o esforço de conteúdo de uma marca, em vez de tentar manter presença ativa em todas ao mesmo tempo. Poucas redes bem escolhidas e bem trabalhadas costumam gerar mais resultado do que muitas redes mantidas de forma superficial.
Escolher as redes sociais certas para a sua marca depende de dois fatores principais: onde está o seu público-alvo e que tipo de conteúdo rende melhor em cada rede. Não é preciso estar em todas: chega escolher bem duas ou três, como já vimos no guia para criar uma estratégia de redes sociais do zero.
Que tipo de conteúdo funciona melhor em cada rede
- Instagram. Conteúdo visual (fotos, vídeos curtos, stories); funciona bem para marcas com produto físico ou uma estética forte para mostrar.
- TikTok. Vídeo curto com tom informal e espontâneo; funciona bem para chegar a audiências mais jovens e conteúdo que não precisa de parecer muito produzido.
- Facebook. Costuma funcionar melhor com audiências de maior idade e para grupos ou comunidades locais, mais do que para conteúdo puramente visual.
- LinkedIn. Conteúdo profissional e de setor; é a rede mais indicada se o seu cliente é outra empresa, não uma pessoa comum.
- X. Conversa em tempo real e atualizações rápidas; funciona bem para atendimento ao cliente público e para reagir a notícias do momento.
- YouTube. Vídeo longo, tutoriais e conteúdo educativo mais aprofundado; funciona bem quando tem algo para explicar em detalhe, não só mostrar.
Como saber onde está o seu público
Antes de escolher por intuição, vale a pena rever sinais concretos. Pergunte aos seus clientes atuais, ainda que seja com uma conversa simples, em que redes passam mais tempo. Verifique se o seu site já recebe tráfego de alguma rede social em particular, o que indica que já há gente a chegar por aí. Uma plataforma de monitorização como a Buzzmonitor ajuda a confirmar estes sinais de forma mais sistemática, à medida que o volume de conversa sobre a marca cresce. E observe, sem copiar, em que redes têm mais atividade outras marcas da sua mesma categoria, como pista de onde costuma estar esse tipo de público.
Um exemplo ajuda a ver isto na prática. Uma marca de roupa infantil que pergunta às suas clientes atuais costuma descobrir que a maioria passa tempo no Facebook e no Instagram, não no TikTok, ainda que o TikTok tenha mais utilizadores em geral. Escolher redes com base em dados próprios da sua audiência, em vez de consoante que rede é mais popular em geral, costuma dar melhores resultados do que copiar o que faz uma marca de outra categoria completamente diferente.
O mesmo tipo de sinal aplica-se ao contrário. Uma marca de produtos tecnológicos dirigidos a um público mais jovem pode descobrir, ao fazer a mesma pergunta, que o LinkedIn quase não gera resposta nenhuma, apesar de parecer a escolha mais óbvia para um produto técnico. Sem confirmar isto diretamente, é fácil investir tempo numa rede que, na prática, não tem o público certo à espera.
Comece com poucas redes, não com todas
É mais fácil fazer bem duas redes do que fazer mal cinco. Escolher todas as redes disponíveis desde o início costuma significar publicar pouco e sem nenhuma regularidade em cada uma, em vez de construir presença real nalgum lugar. Vale a pena rever este ponto com mais detalhe no guia para criar uma estratégia de redes sociais do zero, que cobre este mesmo princípio como parte de um processo mais amplo.
Somar uma rede nova tem um custo que por vezes se subestima: cada rede exige o seu próprio formato de conteúdo, o seu próprio horário de publicação e, com o tempo, a sua própria revisão de resultados. Antes de somar uma terceira ou quarta rede, vale a pena confirmar que as primeiras duas já têm um ritmo sustentado, em vez de repartir o mesmo tempo disponível entre mais frentes do que consegue atender bem.
Um bom sinal de que já está pronto para somar uma rede nova é conseguir manter as duas primeiras a um ritmo estável durante pelo menos dois ou três meses seguidos, sem quebras longas nem quedas bruscas de qualidade. Somar uma terceira rede antes disso costuma diluir o esforço em vez de o multiplicar. Pode confirmar esse ritmo estável acompanhando alcance e engagement, como descreve o guia básico de métricas de redes sociais.
Perguntas frequentes
Posso mudar de rede social mais tarde se me enganar na escolha?
Sim. A escolha inicial não é definitiva. Depois de algumas semanas ou meses pode rever que rede lhe deu melhores resultados e ajustar onde concentra o seu esforço.
Preciso de estar na mesma rede que a minha concorrência?
Não necessariamente. Vale a pena olhar para onde está a sua concorrência como referência, mas o que mais importa é onde está o seu próprio público, que pode ser diferente consoante a sua categoria e a sua zona.
O que fazer se o meu público estiver repartido por várias redes?
Nesse caso, escolha as duas redes com maior concentração do seu público e comece por aí. Pode sempre somar uma terceira rede mais tarde, quando já tiver um ritmo sustentado nas primeiras duas.
Vale a pena escolher uma rede só porque está na moda?
Não é o melhor critério isolado. Uma rede em ascensão pode fazer sentido para experimentar, mas só vale a pena investir tempo a sério nela depois de confirmar que o seu público real também está lá, não só porque outras marcas estão a falar dela. Modas de rede vão e vêm; o seu público, na maioria dos casos, muda com muito mais lentidão.
Se quiser receber mais conteúdo introdutório como este à medida que o formos publicando, descarregue o guia introdutório de social listening da Buzzmonitor.

